Educação financeira

Cuidar do dinheiro não exige fórmulas complicadas — exige hábitos simples, repetidos todo mês. Nesta página, a OnCred reúne orientações práticas para você organizar o orçamento, usar o crédito a seu favor, formar uma reserva e manter as dívidas sob controle.

Organize seu orçamento

O orçamento é o ponto de partida de qualquer decisão financeira: só dá para melhorar o que você enxerga. Um caderno, uma planilha ou um aplicativo de anotações são suficientes.

  1. Anote tudo o que entra e tudo o que sai durante um mês inteiro, inclusive os gastos pequenos — são eles que costumam passar despercebidos;
  2. Separe os gastos em essenciais e não essenciais: moradia, contas de consumo, alimentação e transporte de um lado; assinaturas, delivery e compras por impulso do outro;
  3. Compare o total gasto com a renda do mês. Se as contas fecham no limite ou não fecham, o corte começa pelos gastos não essenciais;
  4. Defina um destino para o dinheiro antes de gastar: quanto vai para as contas, quanto para a reserva e quanto fica livre. Dinheiro sem destino tende a sumir.

Uma referência simples para dividir a renda é a regra 50-30-20: cerca de 50% para os gastos essenciais, 30% para o estilo de vida e 20% para guardar ou quitar dívidas. Não precisa ser exato — o valor da regra está em dar um rumo para cada real que entra.

Use o crédito com consciência

Crédito é uma ferramenta: bem usado, antecipa uma necessidade ou resolve um imprevisto; mal usado, vira uma despesa que cresce sozinha. Antes de contratar, vale conferir:

  • O motivo: crédito faz mais sentido para necessidades reais e emergências do que para consumo por impulso;
  • O CET (Custo Efetivo Total): é o único número que permite comparar propostas de verdade, porque soma juros, tarifas e impostos. Compare sempre o CET, não apenas a taxa de juros;
  • O peso da parcela no orçamento: uma referência prática é não comprometer mais de 30% da renda mensal com parcelas de dívidas;
  • O prazo: parcelas menores em prazos longos custam mais no total. Escolha o menor prazo cuja parcela cabe no seu orçamento com folga;
  • A instituição: contrate apenas com empresas autorizadas pelo Banco Central do Brasil e desconfie de qualquer cobrança antecipada para liberar o dinheiro — isso é golpe.

Monte sua reserva financeira

A reserva de emergência é o dinheiro guardado para imprevistos — uma despesa de saúde, um conserto, uma queda de renda. É ela que impede que o imprevisto vire dívida.

  • Comece pequeno: o hábito de guardar todo mês vale mais que o valor. Qualquer quantia regular já constrói a reserva;
  • Guarde primeiro, gaste depois: separe o valor assim que a renda entrar, como se fosse mais uma conta a pagar;
  • Tenha uma meta de referência: o equivalente a alguns meses dos seus gastos essenciais dá tranquilidade para enfrentar a maioria dos imprevistos;
  • Deixe a reserva separada do dinheiro do dia a dia, em um lugar seguro e de resgate fácil — misturada à conta corrente, ela tende a ser gasta.

Evite o superendividamento

O superendividamento acontece quando as dívidas crescem além da capacidade de pagamento e passam a comprometer despesas básicas. Ele raramente vem de uma decisão única — costuma ser o acúmulo de pequenos desequilíbrios. Fique atento aos sinais:

  • Usar o cartão de crédito ou o cheque especial para completar as contas do mês;
  • Pagar apenas o valor mínimo da fatura do cartão;
  • Fazer uma dívida nova para pagar uma dívida antiga, sem reduzir o custo total;
  • Não saber de cabeça quanto deve e para quem.

Se as dívidas apertaram, o caminho é encará-las o quanto antes:

  1. Liste todas as dívidas com valor, credor e taxa — a lista completa tira o problema do escuro e mostra por onde começar;
  2. Priorize as dívidas mais caras, como cartão de crédito e cheque especial, que crescem mais rápido;
  3. Procure os credores e negocie. Renegociar direto com quem você deve costuma trazer descontos e prazos melhores do que deixar a dívida correr;
  4. Cuidado com crédito novo nesse momento: ele só ajuda se tiver custo menor que o das dívidas atuais e parcela que cabe no orçamento.

Proteja-se de golpes financeiros

Golpes usando o nome de empréstimos são cada vez mais comuns. Três cuidados evitam a maioria deles:

  • Nunca pague nada antecipado para "liberar" um empréstimo — instituições sérias não cobram taxa, seguro ou caução antes de liberar o dinheiro;
  • Confirme se a instituição é autorizada pelo Banco Central do Brasil antes de contratar, e trate apenas pelos canais oficiais da empresa;
  • Não compartilhe senhas nem códigos recebidos por SMS ou aplicativo, mesmo com quem se apresenta como atendente.

Perguntas frequentes sobre educação financeira

O CET é o custo total de um empréstimo, somando juros, tarifas, impostos (como o IOF) e demais encargos. É o número certo para comparar propostas de crédito: duas ofertas com a mesma taxa de juros podem ter CET bem diferente. Toda instituição autorizada é obrigada a informar o CET antes da contratação.

Uma referência prática é manter o total das parcelas de dívidas em até 30% da renda mensal. Acima disso, qualquer imprevisto — uma despesa de saúde, um conserto — pode desequilibrar o orçamento e levar ao atraso.

Comece com o valor que for possível, mesmo pequeno, e guarde logo que o dinheiro entrar, antes dos gastos do mês. O hábito importa mais que o valor inicial: uma quantia fixa todo mês cresce com o tempo e evita que um imprevisto vire dívida.

Procure o credor o quanto antes, de preferência antes do vencimento. Quanto mais cedo você busca uma renegociação, mais opções existem e menores são os encargos acumulados. Ignorar a dívida só aumenta o valor e pode levar à negativação do CPF.

Pode valer quando o novo crédito tem CET menor que o das dívidas atuais — por exemplo, trocar dívidas de cartão de crédito ou cheque especial, que costumam ser as mais caras, por um empréstimo mais barato. Não vale quando o novo empréstimo apenas adia o problema sem reduzir o custo total.

Desconfie sempre que pedirem qualquer pagamento antecipado — taxa, seguro ou caução — para liberar o dinheiro: instituições sérias não cobram nada antes da liberação. Verifique se a empresa é autorizada pelo Banco Central, confira os canais oficiais e nunca informe senhas ou códigos recebidos por SMS.

O compromisso da OnCred com a educação financeira

A OnCred é uma Sociedade de Crédito Direto autorizada pelo Banco Central do Brasil e adota medidas de educação financeira direcionadas aos seus clientes e usuários, na forma da Resolução Conjunta CMN/BCB nº 8, de 21 de dezembro de 2023. Além desta página, publicamos periodicamente conteúdos de educação financeira em nossos perfis nas redes sociais e informamos, antes de qualquer contratação, as condições completas da operação — juros, tarifas, impostos e o CET — para que você decida com clareza. Em caso de dúvida, fale conosco.